terça-feira, 20 de abril de 2010

II CURSO DE FORMAÇÃO POLÍTICA DE GEOGRAFIA DO NORDESTE.


II CURSO DE FORMAÇÃO POLÍTICA DE GEOGRAFIA DO NORDESTE.
09 A 15 DE MAIO – Alagoas

A emancipação da humanidade deve ser obra da luta constante dos oprimidos socialmente, e as classes que nesse contexto se inserem precisam realizar transformações profundas, mudanças que só conseguem ser concretizada a partir de muitas lutas, uma classe que bem conhece essa realidade é a classe dos trabalhadores.

Entende-se como processo de construção e desconstrução da realidade seja ela em suas bases ideológicas e/ou materiais. Todo ente está em constante processo seja este contínuo ou descontínuo, constituindo ele em si um processo e o resultado de uma série de processos. Sendo ou não consciente de sua processualidade, a pessoa inevitavelmente participa, provoca e está sujeito às implicações desse processo. De fato, as ações dos indivíduos são ações políticas, uma vez que socialmente estamos em constante confronto de idéias, nos mais diversos tipos de interesses. Por estar ciente do significado de suas ações, na determinação da relação dialética individuo- sociedade, o ser é condicionado a refletir.

É justamente nessa reflexão, na sensibilização do ser enquanto agente político, no entendimento da dinâmica processual em que se dá essa afirmação, que esse não se constitui em um curso. O caráter processual desse espaço se dá, como dito anteriormente, a partir do momento que se estabelece à responsabilidade de cada participante de dar prosseguimento em sua formação política, de compreender que todo e qualquer processo de formação carrega em si o caráter contínuo.

Fugindo da idéia de formação fechada e adquirida unilateralmente é que se imagina o curso de formação política onde cada indivíduo é produtor da sua formação, como também esta se constitui coletivamente, ou seja, ela é socialmente produzida. Desse modo, o homem é dinâmico e está em constante formação até o momento em que deixa de existir.

A importância de formar novos militantes, descobrir coletivamente novas estratégias e formas de lutas, debater para aprender coletivamente, é um principio fundamental para a formação que é essencial para todos.

Diante da necessidade de se estabelecer um aprofundamento da práxis política, assumindo toda carga ideológica contida em cada posicionamento, no sentido e função das coisas, é que se entende a importância desse espaço. Esse compromisso perante nossas ações é imperativo no rompimento da organização social a qual estamos submetidos: uma sociedade que sobrevive da desigualdade. O sistema do capital deixa de lado o ser humano para encontrar no mercado a lógica contraditória de sua sustentação através da exploração da força de trabalho. Desta forma, ‘’se a sociedade de consumo não produz mito, é porque ela constitui o seu próprio mito’’, sendo ‘’a perspectiva de tal sociedade é ausência de reflexão e de perspectiva de si próprio’’. (BAUDRILLARD, 1995). Por isso, é fundamental a participação estudantes de geografia para a construção de um movimento atuante, somando com os movimentos sociais, na busca de uma nova sociedade, acreditando na ruptura desta (des)organização social, por entender que seus, valores distantes de libertar como foi jogado o canto da sereia capitalista, tem o papel inverso: alienando, aprisionando e explorando.O Curso de Formação Política da Geografia tem como objetivo sensibilizar os envolvidos no referido espaço em sua importância individual e coletiva na construção de uma nova sociedade, servindo como ferramenta para práxis revolucionaria enquanto superação social das contradições, refletindo e reafirmando a processualidade da formação política, agindo de forma vital como meio multiplicador de um novo ideal de sociedade.

  1. Estimular a leitura como ferramenta para a ação política;
  2. Incentivar o engajamento de novos militantes no movimento estudantil como agentes de embates políticos;
  3. Discutir o engajamento nos movimentos sociais como forma de construção de uma sociedade mais justa;
  4. Promover a interação entre os participantes no conflito/confronto de suas diferentes realidades;
  5. Compreender o papel da ciência geográfica no contexto sócio-político;

PÚBLICO ALVO

Diante da necessidade de oportunizar um espaço de reflexão e debates que impulsionem o engajamento e a ação efetiva na busca por transformações em nossa sociedade é que o referido curso direcionará suas atividades, principalmente, para estudantes de Geografia da Universidade Federal de Sergipe e de todo o Nordeste que tenham interesse ou que iniciaram recentemente a vida em militância, acolhendo também os estudantes de Geografia que já tenham experiência e possam acrescentar teórico e politicamente durante este processo de formação. Também serão destinadas vagas para alunos de outros cursos que tenham o mesmo intuito, além de vagas para representantes de movimentos sociais, entendendo a importância da interação e articulação entre militantes do campo e da cidade em suas práticas cotidianas.

METODOLOGIA

O curso de formação política da geografia tem como finalidade fazer com que os cursistas não só participem, mas que de fato construam coletivamente a organização dos espaços. Desta forma os participantes serão distribuídos em grupos denominados Núcleos de Base (N.B.’s). Estes têm a função não somente de dinamizar as discussões, mas de executar as tarefas que viabilizarão toda a estrutura do curso.Cabe à coordenação político-pedagógica (C.P.P.) funcionar como facilitadora do processo de construção coletiva de todos os espaços e prover a sistematização do curso atuando junto aos N.B.’s de forma que as atividades relacionadas a higiene, alimentação e conservação dos espaços sejam alternadas entre os grupos a cada dia do curso.A divisão das tarefas é uma forma de se contrapor a uma estrutura se sociedade baseada na divisão social do trabalho, que privilegia o trabalho intelectual em detrimento do trabalho manual.

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